O governo federal renovou as cotas de importação com alíquota zero para kits de peças de veículos elétricos e híbridos, a partir de 1º de julho de 2026, por seis meses e somatório de US$ 463 milhões. A decisão, tomada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), foi defendida nesta quarta-feira (24) pelo ministro da Indústria, Márcio Elias Rosa, que afirmou que a medida prioriza consumidores. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) criticou a renovação e disse que tentará reverter na Justiça.
Em entrevista a veículos de comunicação, o ministro argumentou que a prorrogação das cotas incentiva a produção local. “Quem quiser montar, fabricar e produzir aqui no país encontra vantagem e instrumentos de apoio”, afirmou. A medida beneficia diretamente a montadora chinesa BYD, que opera uma fábrica no sistema SKD na Bahia, e também a GWM, em São Paulo. Acima das cotas, permanece a alíquota de 35% para SKD e de 14% para CKD.
A Anfavea, que representa montadoras instaladas no Brasil, manifestou-se contra a decisão, alegando que a ampliação das cotas reduz incentivos para a evolução produtiva da indústria automotiva nacional. A associação afirmou que tentará reverter a medida na Justiça, mas até o momento não há registro de ação. A Camex já havia adotado medida similar em janeiro de 2026.

