Policiais legislativos da Câmara dos Deputados proibiram ativistas de estender a bandeira do movimento LGBTQIA+ no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, no domingo, dia 28. Pelo menos vinte pessoas participaram do ato pacífico, que foi interrompido pela chegada das viaturas policiais.
O grupo, que chegou antes das dez horas, tentou realizar uma manifestação pacífica. Segundo um ativista, a polícia agiu de forma violenta após a bandeira, de cerca de 50 metros, ser estendida. Os policiais alegaram que não havia autorização para o ato.
Os manifestantes contestaram a alegação, afirmando ter solicitado permissão na semana anterior. Um dos ativistas declarou que a repressão ocorreu sem justificativa, contrastando com a não paralisação de atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Ele afirmou que a ação policial materializa a violência estatal contra a comunidade.
O ativista Michel Platini, membro do Grupo Estruturação e do Centro Brasiliense de Defesa dos Direitos Humanos do Distrito Federal, disse que o grupo buscará uma representação na Câmara para investigar a conduta dos policiais. Outro participante, um design, lamentou o episódio, dizendo que o grupo ficou assustado com a abordagem policial.


