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Leitura: Câmara aprova urgência para criminalizar misoginia
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Justiça

Câmara aprova urgência para criminalizar misoginia

Carla Fernandes
Última atualização: 2 de julho de 2026 10:10
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, o regime de urgência do projeto que criminaliza atos de misoginia. A medida destrava a tramitação da proposta, permitindo que o texto seja votado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões permanentes.

A aprovação da urgência permite que a análise do mérito ocorra nas próximas duas semanas, antes do recesso parlamentar. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a relatora, Tabata Amaral, buscou consenso, mas enfrentou resistência devido ao momento pré-eleitoral.

O principal ponto de divergência nas negociações foi a solicitação da bancada cristã para que o projeto garantisse a liberdade religiosa. Parlamentares argumentaram que manifestações religiosas não poderiam ser enquadradas como crime de misoginia. A deputada Júlia Zanatta citou passagens bíblicas para sustentar que o texto ameaça a liberdade de crença.

Segundo a relatora, Tabata Amaral, a demanda da bancada pode ser atendida sem comprometer o objetivo central da proposta. Ela declarou que “Ninguém tem liberdade para atacar uma mulher incitando violência contra ela”. O projeto altera a Lei nº 7.716, de 1989, para incluir a misoginia entre as hipóteses de discriminação.

TAGGED:Câmara dos DeputadoscriminalizacaoDireitos da Mulherlei-do-racismomisoginiaurgencia-legislativa
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