A Polícia Federal deflagrou a Operação Exchange nesta sexta-feira (3) após receber comunicação do Homeland Security Investigations (HSI) dos Estados Unidos. A investigação apura um esquema transnacional de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas que movimentou mais de R$ 10 bilhões. O caso envolve a detenção de brasileiros nos EUA e no Brasil, e revelou que as sanções americanas contra os envolvidos não haviam sido comunicadas previamente à PF.
O inquérito teve início em 2023, quando um indivíduo foi detido em Fort Lauderdale, Flórida, EUA, após autoridades americanas encontrarem evidências de ilícitos, incluindo tráfico de drogas. As informações foram compartilhadas com a PF por meio de acordos de cooperação entre os países. O esquema era coordenado por dois indivíduos, que utilizavam empresas para circular e ocultar recursos ilícitos, totalizando mais de R$ 10 bilhões.
A operação revelou que a decisão do governo dos EUA de sancionar brasileiros e empresas ligadas ao esquema não havia sido comunicada à PF, o que surpreendeu os investigadores. Integrantes da corporação avaliaram que, com ciência da sanção, a operação poderia ter sido adiantada. O esquema envolvia a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas e do comércio ilegal de outras substâncias.
Diversos indivíduos foram presos ou estão sob investigação, incluindo um operador financeiro que atuava em esquemas de bancos e apostas. As investigações apontam que os envolvidos utilizavam termos cifrados e atuavam em diversas cidades americanas e países como Portugal e Colômbia. A defesa de um dos alvos afirmou que analisará os autos antes de tomar medidas jurídicas cabíveis.

