A Polícia Federal aponta um parente de um empresário sancionado pelo governo dos Estados Unidos como responsável pelo transporte de dinheiro em espécie em um suposto esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC). O investigado, que é tio de um alvo sancionado, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal.
O parente, descrito pelos investigadores como responsável pelo apoio operacional e logístico, tinha a missão de transportar e recolher grandes quantias de dinheiro em espécie. Segundo a PF, essa função fazia parte de um sistema usado pelo grupo para movimentar recursos ilícitos, além de utilizar empresas, contas bancárias e criptomoedas.
A prisão preventiva foi decretada após o investigado não ser localizado durante o cumprimento de mandados da Operação Exchange. A decisão judicial também decretou a prisão de outros indivíduos envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas.
O empresário alvo das sanções americanas foi acusado de ajudar a lavar mais de 30 milhões de dólares em recursos ilícitos, utilizando criptomoedas. A Operação Exchange, deflagrada pela PF, visa desarticular a organização criminosa que utiliza uma estrutura complexa para ocultar a origem dos valores.

