O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de cerca de R$ 120 milhões em bens do presidente nacional do Partido Liberal. A medida ocorre devido a indícios de que o dirigente teria comandado o direcionamento irregular de 21 emendas parlamentares, segundo a Polícia Federal (PF).
A PF apura que as indicações de verbas eram formalmente atribuídas a deputados para ocultar o responsável pelas destinações. O juiz do STF afirmou haver “indícios veementes” da prática dos crimes de peculato-desvio e associação criminosa.
Além da indisponibilidade patrimonial, Dino suspendeu a execução das emendas apontadas na investigação. O ministro explicou que o bloqueio busca assegurar eventual ressarcimento ao erário caso as suspeitas sejam confirmadas.
A PF havia solicitado ao STF mandados de busca e apreensão, quebra de sigilos e afastamento de servidores. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se contra as medidas mais invasivas, mas defendeu a continuidade das investigações. Dino acolheu parcialmente os pedidos da PF, deixando buscas e quebras de sigilo para análise posterior.

