Pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) desenvolveram uma nova variedade de batata-doce, a “IAC Dom Pedro II”. A cultivar apresenta produtividade 48% superior à líder de cultivo paulista e possui alta concentração de betacaroteno, precursor da vitamina A.
Os testes com a nova batata ocorreram em uma área de meio hectare no Centro de Produção e Transferência de Tecnologia Agropecuária (CPTTA), em São José do Rio Preto, São Paulo. A tabela nutricional da variedade superou os índices de mercado, sendo um aliado para a saúde humana. A batata “IAC Dom Pedro II” contém 77 microgramas de betacaroteno por grama de polpa fresca, enquanto a maioria das variedades comerciais registra menos de 1 micrograma por grama.
O potencial produtivo da nova batata-doce atinge cerca de 80 toneladas por hectare, segundo o pesquisador Valdemir Antonio Peressin, do Centro de Horticultura do IAC. Esse volume representa quatro vezes a média de produtividade atual do estado de São Paulo e cinco vezes a média nacional para a cultura. Carla Zoccal, coordenadora do CPTTA da Secretaria de Agricultura de Rio Preto, informou que a casca da variedade é mais fina, o que reduz o desperdício.
Embora os experimentos no CPTTA estejam em fase inicial, o plano é ampliar a área de plantio nos próximos meses. O objetivo principal do município é introduzir a “superbatata” na alimentação de escolas e creches municipais.

