Um influenciador foi incluído em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) nesta quinta-feira, 16 de julho de 2026. O órgão contesta declarações do influenciador que afirmavam que “pobres não deveriam votar” e que “pobre quer tirar vantagem em tudo”.
O caso tramita em segredo de Justiça. O juiz proibiu o influenciador de fazer novas publicações preconceituosas contra pessoas de baixa renda, mas negou o pedido da Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital paulista para remover a página do influenciador do ar.
O promotor Ricardo Manuel Castro declarou que a conduta caracteriza aporofobia, termo que define a aversão ou preconceito contra pessoas pobres. O MPSP informou que o influenciador constrói estereótipos ao associar pessoas pobres à incapacidade e à exclusão da participação democrática. O promotor afirmou que o direito ao voto é expressão da cidadania e é incompatível com critérios econômicos de exclusão.
A ação também inclui a empresa Meta. O MPSP requer a retirada do conteúdo, proibição de novas publicações preconceituosas e que o réu participe de um curso de 30 horas sobre inclusão social no prazo de um ano. A Promotoria pede ainda o pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos, valor que será revertido ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.
Em nota, o influenciador disse ter sido surpreendido com a notícia e alegou que, até o momento, não foi citado oficialmente sobre a ação judicial. A equipe jurídica do influenciador afirmou que está verificando a origem das informações, pois não localizou ação judicial em consulta processual.

