A não observância das regras de saque mínimo obrigatório (RMD) pode elevar drasticamente os custos de saúde de aposentados. O erro pode levar a cobranças adicionais no Medicare, conhecidas como IRMAAs, que podem elevar o prêmio da Parte B para até US$ 689,90 em 2026.
Ao planejar a aposentadoria, muitos investem em contas tradicionais de IRA ou 401(k), que oferecem benefícios fiscais na contribuição. Contudo, após a aposentadoria, os valores sacados são tributados. Além disso, ao atingir 73 ou 75 anos, dependendo do ano de nascimento, é obrigatório iniciar os saques mínimos obrigatórios (RMDs).
O problema dos RMDs vai além do aumento da conta de impostos. O aumento substancial da renda tributável pode resultar em cobranças adicionais nos prêmios do Medicare, os IRMAAs. Estes valores são calculados com base na renda bruta ajustada (AGI) de dois anos anteriores e podem encarecer as partes B e D do plano de saúde.
Para evitar o impacto financeiro, a imprensa aponta estratégias como a distribuição caritativa qualificada (QCD), que permite enviar fundos do IRA para caridade sem que o valor seja tributado. Outra tática é a conversão para Roth IRA antes do início dos RMDs, embora isso exija planejamento cuidadoso para não disparar os encargos futuros.

