O processo disciplinar contra três deputados que participaram da ocupação da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em agosto de 2025 não tem desfecho. Os parlamentares realizaram o motim em reação à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal.
A punição, que inclui a suspensão de 60 dias aprovada pelo Conselho de Ética em maio, depende agora da análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pois os envolvidos recorreram da decisão. A assessoria de Hugo Motta, presidente da Casa, informou que não há decisão sobre quando o tema será despachado.
Um deputado com assento na CCJ declarou que o assunto não consta na ordem do dia do colegiado e dificilmente terá andamento neste ano. Os parlamentares envolvidos alegaram inconstitucionalidade no processo, afirmando que, caso o recurso seja votado, ele deve ser acatado.
A avaliação de lideranças indica que o tema pode ser adiado para o segundo semestre ou após as eleições de outubro. O recesso parlamentar começa oficialmente no dia 18, e há críticas ao presidente da Câmara por lidar com o desgaste da oposição em um momento de proximidade com o Palácio do Planalto.

