O sistema de Previdência Social, nos Estados Unidos, foi desenhado para beneficiar trabalhadores com rendimentos menores, substituindo uma fatia maior de seus ganhos. Contudo, a maior longevidade observada entre as classes mais altas tende a reverter essa progressividade ao longo da vida.
A fórmula de benefícios da Administração de Segurança Social (SSA) aplica um tratamento diferenciado aos rendimentos. Ela substitui 90% da primeira faixa de ganhos, 32% da segunda e apenas 15% da faixa superior. De acordo com o CBO, para 2024, os pontos de inflexão eram de 1.174 dólares e 7.078 dólares, respectivamente. Na prática, um trabalhador de baixa renda pode ter seu salário pré-aposentadoria substituído por quase metade do valor, enquanto um de salário máximo recebe cerca de um quarto.
O fator que altera o equilíbrio é a expectativa de vida. Pesquisas do Stanford Institute for Economic Policy Research indicam que um aposentado no percentil 75 de ganhos de vida sobrevive cerca de 17% mais tempo após os 65 anos que o aposentado médio. Além disso, economistas do Tesouro apontaram que trabalhadores de baixa renda tinham cerca de três vezes mais probabilidade de falecer em um ano específico entre 63 e 71 anos.
Isso significa que, mesmo com o benefício mensal favorecendo o trabalhador de baixa renda, o mais rico pode acumular benefícios por mais anos. O sistema redistribui mês a mês, mas a longevidade redistribui o valor total ao longo da vida. A decisão de quando solicitar o benefício depende da saúde individual, pois adiar o pedido pode aumentar o valor mensal em cerca de 8% por ano até os 70 anos.

