A Polícia Federal (PF) investiga repasses de quase R$ 58 milhões feitos pelo Banco Master à Copenhagen Assessoria e Consultoria Sociedade Anônima. A movimentação, que beneficiou uma empresa de consultoria, gerou suspeitas de lavagem de dinheiro, segundo análises de comentaristas.
A Copenhagen Assessoria e Consultoria Sociedade Anônima, criada em novembro de 2024 com capital social de R$ 40, figura entre as empresas que mais receberam recursos da instituição financeira. A companhia é controlada pelo Estônia Fundo de Investimento Multiestratégia, que também é alvo de investigação da PF por supostas conexões com o Banco Master e com um banqueiro.
A comentarista Guta Pini afirmou que a transferência de capital para empresas de consultoria, por ser subjetiva, sugere lavagem de dinheiro. Ela comparou o caso Master com fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), apontando que ambos os casos utilizam estruturas jurídicas para justificar repasses financeiros.
O cientista político Marcelo Suano comentou que as investigações do Banco Master devem manter-se no debate público, pois discussões sobre decisões judiciais em outros casos acabam desviando a atenção do tema.

