A defesa de Jair Bolsonaro apresentou um recurso contra a proibição de visitas do senador por 90 dias. O pedido, um agravo regimental, alega que a restrição imposta após a divulgação de uma carta do ex-presidente é uma medida manifestamente desproporcional.
O recurso foi protocolado nesta segunda-feira, dia 20 de julho de 2026, e visa levar a decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes para avaliação da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa citou decisões da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) sobre o direito de pessoas presas a visitas familiares.
A restrição surgiu após o senador publicar um vídeo lendo uma carta escrita pelo ex-presidente, na qual ele reforçava apoio à pré-candidatura. O ministro Moraes declarou que houve desrespeito à ordem que proibia o uso de redes sociais por intermédio de terceiros, pois o senador obteve a carta com a finalidade de divulgá-la.
A defesa contestou, afirmando que o ex-presidente não sabia que o senador pretendia divulgar o documento. Além disso, a defesa argumentou que, em situação idêntica anterior, a divulgação de correspondência não foi vista como violação às cautelares vigentes.

