O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil e requisitou inquérito policial para apurar impactos ambientais e de saúde pública na zona rural de Alto Horizonte, Goiás. A investigação foca um empreendimento de extração de cobre e ouro, após denúncias da Associação dos Atingidos e Contaminados por Poluição Resultante de Atividades de Mineradoras no Estado de Goiás (ACPRAM).
O inquérito civil decorre de representação da ACPRAM, que defende moradores de propriedades localizadas abaixo do fluxo das estruturas de rejeitos, como a Fazenda São Sebastião. Segundo relatos, a expansão das atividades da mineradora causou degradação sistêmica na região. Diante da gravidade, o MPF solicitou à Superintendência Regional da Polícia Federal no Estado de Goiás a abertura de inquérito policial para apurar responsabilidade criminal por crime de poluição.
Em medidas acautelatórias, o MPF recomendou à empresa o fornecimento imediato e gratuito de água potável às famílias afetadas, além da perfuração de poço tubular profundo e instalação de sistemas de filtragem. A órgãos de fiscalização, como SEMAD e ANM, foram orientados a realizar inspeções emergenciais nas estruturas da mineradora.
O MPF também determinou que a Vigilância Sanitária municipal emita notificação de alerta aos moradores sobre o risco da água e oriente o isolamento zootécnico das margens dos córregos poluídos. Foi fixado prazo improrrogável de cinco dias úteis para que as partes se manifestem sobre as recomendações, sob pena de Ação Civil Pública.

