O ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, será julgado em um processo administrativo disciplinar no próximo dia 6. As acusações de assédio e importunação sexual, feitas por duas mulheres, podem levar à aposentadoria compulsória do magistrado.
Buzzi, que integra a Quarta Turma do STJ, apresentou uma defesa de 262 páginas, contestando os depoimentos das vítimas e testemunhas. O ministro utilizou alegações sobre limitações físicas e um laudo de disfunção erétil para negar as imputações. A Procuradoria-Geral da República (PGR), contudo, defende a aplicação da pena máxima prevista na Lei Orgânica da Magistratura.
As denúncias incluem um caso ocorrido em Balneário Camboriú (SC) em janeiro deste ano, envolvendo uma jovem de 18 anos, e sete episódios relatados por uma ex-funcionária entre 2023 e 2025. A defesa do magistrado alega que as denúncias são resultado de um “conluio” ligado a causas em que ele atuou.
O julgamento será realizado em sessão secreta, fechada à imprensa. A defesa sustenta que os relatos de servidores são meras repetições do que ouviram, configurando “fofocas e boatos de gabinete”, e que os depoimentos dos familiares da jovem não são suficientes para uma condenação.

