Uma ex-deputada federal foi vetada pelo Partido Liberal (PL) em disputa eleitoral no Amapá. A parlamentar, que já teve seu mandato cassado, alega ter sido retirada da nominata do partido durante a convenção. O PL justificou a exclusão com base na Lei da Ficha Limpa, devido à condenação anterior.
A ex-deputada afirmou, por meio de vídeos em redes sociais, que foi surpreendida com a decisão de não figurar na lista de candidatos. Ela alegou ter sido pressionada a fazer “acordos escusos” para garantir tempo de televisão no pleito anterior. Segundo a parlamentar, o veto foi comunicado apenas no momento da convenção, sem que lhe fosse apresentado o parecer jurídico do PL nacional.
A cassação do mandato ocorreu após a acusação de que a ex-deputada utilizou R$ 9 mil do fundo eleitoral de 2022 para cobrir despesas de um procedimento estético facial. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou um recurso da parlamentar contra a decisão. O órgão judicial afirmou que ela falsificou nota fiscal para simular um gasto inexistente e burlar a fiscalização.
Neste contexto, o Partido Social Democrático (PSD) confirmou a candidatura do ex-prefeito de Macapá ao governo do Amapá. O PL indicou Luciana Gurgel para o posto de vice-governadora na chapa. A ex-deputada considera-se vítima de preconceito, segundo a imprensa local, em relação à decisão do partido.

