Autoridades de segurança deflagraram a Operação Hawala nesta quarta-feira para desarticular uma rede de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 100 milhões. A operação, que atingiu endereços no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Foz do Iguaçu, investiga a ligação da estrutura financeira com facções como o TCP, CV e PCC.
As apurações indicam que a rede, chefiada por pessoas de origem libanesa, utilizou empresas de fachada em diversos estados para dar aparência de legalidade aos recursos. O montante foi movimentado entre 2021 e 2024, proveniente do tráfico de drogas, receptação qualificada e comercialização de produtos falsificados, segundo as autoridades.
Além das facções brasileiras, os agentes identificaram uma possível conexão internacional. Uma relação comercial entre uma empresa ligada aos investigados e um indivíduo sancionado pelo Office of Foreign Assets Control (Ofac) foi descoberta. Este indivíduo integra uma estrutura de financiamento da Al-Qaeda, e o vínculo será aprofundado.
O esquema contava com a atuação de um contador, apontado como principal facilitador, que era responsável pela escrituração das empresas. A ação, conduzida pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e pelo Gaeco do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), resultou na prisão de oito pessoas e visa cumprir 37 mandados de busca e apreensão.

