O conselho da Organização Marítima Internacional (IMO) reafirmou, nesta segunda-feira, que a passagem pelo Estreito de Ormuz deve permanecer isenta de taxas e encargos, em conformidade com o direito internacional. A agência condenou ataques a navios comerciais civis e apelou à redução de tensões na região do Oriente Médio.
A IMO, agência especializada das Nações Unidas (ONU) responsável pela segurança da navegação e prevenção da poluição marinha, reiterou que qualquer acordo entre os Estados litorâneos da região deve assegurar o direito de trânsito não discriminatório para todos os navios. Isso deve ocorrer por meio do sistema de separação de tráfego internacionalmente reconhecido e adotado pela IMO em 1968.
Em resolução adotada, o conselho enfatizou que o direito de trânsito pelos estreitos usados na navegação internacional não pode ser ameaçado, impedido, negado, dificultado, prejudicado ou suspenso. A organização também condenou os ataques a navios comerciais civis na área.
A disputa entre Estados Unidos e Irã pelo controle de Ormuz, que representa cerca de um quinto do fluxo global de petróleo, impactou o mercado. A commodity subiu 5% e o preço do Brent atingiu US$ 80 por barril, segundo dados de mercado.


