A jornalista e escritora Lucia Helena Issa faleceu após ser diagnosticada com câncer no intestino. A profissional, que dedicou sua carreira à defesa dos direitos humanos e à cobertura de conflitos, foi lamentada por amigos e leitores. Seu falecimento reforça a mensagem de diagnóstico precoce que ela transmitia em seus últimos vídeos.
Lucia Helena Issa era reconhecida por transformar relatos de sofrimento em histórias de resistência e esperança. Correspondente de guerra, ela deu visibilidade a pessoas atingidas por conflitos, especialmente mulheres refugiadas. Em 2001, ela cobriu a guerra da antiga Iugoslávia, revelando relatos de mulheres vítimas de violência sexual. Anos depois, esteve na Síria, acompanhando famílias deslocadas pelo conflito.
Em 2018, a jornalista vivenciou o campo de refugiados de Zahle, na fronteira entre Síria e Líbano. Durante 25 dias, ela conviveu com famílias deslocadas e criou um projeto humanitário para arrecadar materiais escolares e brinquedos para crianças refugiadas. Além do jornalismo, ela era autora de livros como Quando amanhece na Sicília e Filhas da esperança.
Seu trabalho humanitário recebeu reconhecimento internacional. Em 2018, Lucia recebeu o prêmio Estrella del Sur, em Montevidéu, Uruguai, concedido a artistas que defendem os direitos humanos. A jornalista, nascida em Guaratinguetá, São Paulo, morava no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro.

