A Procuradoria-Geral da República (PGR) contestou o laudo médico apresentado pela defesa do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi. O órgão afirmou que o diagnóstico de disfunção erétil moderada não descarta a possibilidade de ocorrência de assédio sexual, tema de processos administrativos e criminais contra o magistrado.
O subprocurador-geral da República José Adonis, responsável pelo parecer de 57 páginas, refutou o argumento da defesa. Segundo o documento, o laudo médico não traz referências que permitam excluir a prática de assédio. O ministro Buzzi foi afastado temporariamente após denúncias envolvendo uma jovem de 18 anos, em Balneário Camboriú (SC), e uma ex-secretária de seu gabinete.
A defesa do ministro declarou que o laudo não deve ser considerado prova única e que o documento foi citado de forma isolada pelo Ministério Público Federal. Em depoimento, uma testemunha arrolada pela defesa admitiu que, embora existam limitações físicas, a ocorrência dos episódios relatados pelas vítimas não é impossível.
O relator do caso no STJ, ministro Luis Felipe Salomão, conduz o processo administrativo que será analisado pelo plenário em agosto. O magistrado também responde a uma ação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF). Ambos os procedimentos tramitam sob sigilo.


