O fluxo migratório na África apresenta mudanças significativas: as tentativas de travessia ilegal para a Europa caem, mas o número de mortos e desaparecidos no trajeto aumenta. Paralelamente, a migração entre países africanos se intensifica, segundo a Organização Internacional de Migrações (OIM) e a Agência Europeia da Guarda Costeira e de Fronteiras (Frontex).
A chegada de cerca de 70 mil migrantes em Ceuta, exclave espanhol no norte da África, gerou crise na União Europeia e acirrou discursos anti-imigração. O incidente na cidade autônoma, cujas circunstâncias não foram totalmente esclarecidas, oferece um panorama sobre o movimento migratório na região.
Enquanto as rotas do norte da África para a Europa registram queda nas travessias ilegais, o número de mortos e desaparecidos no trajeto cresce. Em contrapartida, especialistas apontam que a migração se intensificou entre países africanos, ganhando relevância na agenda regional.
Este aumento no fluxo interno africano tem sido acompanhado por um crescimento nos casos de xenofobia e denúncias de tratamento desumano contra pessoas vulneráveis no controle de fronteira, conforme apontam especialistas.

