A sociedade brasileira impõe padrões rígidos sobre o envelhecimento feminino, gerando julgamentos morais e estéticos. A crítica aponta que essa fiscalização muitas vezes é exercida por outras mulheres nas redes sociais, transformando a internet em espaço de ódio disfarçado de opinião.
A autora Martha Batalha, em suas crônicas, abordou o tema do etarismo, observando que, no Brasil, o sucesso individual não anula a pressão social para seguir uma cartilha de envelhecer, especialmente para mulheres. Ela criticou os julgamentos feitos sobre uma figura pública em seu show, afirmando que tais atos refletem um comportamento social mais amplo.
Batalha argumentou que grande parte dessa fiscalização moral provém das próprias mulheres, incluindo influenciadoras digitais que utilizam discursos de crítica social para obter engajamento. A autora comparou esse cenário à violência escolar, onde o bullying entre meninas persiste com omissão dos pais e educadores.
A matéria defendeu que o elogio funciona como uma forma de transformação social, ensinando gentileza às futuras gerações. A autora concluiu que focar em críticas virais não contribui para a melhoria humana, mas sim para uma pequenez de espírito, enquanto a celebração da vida e do envelhecimento deve prevalecer.


