A Associação dos Familiares das Vítimas ingressa com ação coletiva por danos morais contra a companhia aérea Voepass e agentes envolvidos. A medida visa responsabilizar a empresa e órgãos reguladores por falhas sistêmicas que culminaram na queda do avião em Vinhedo, São Paulo, em agosto de 2024.
A iniciativa busca estender a cobrança jurídica para além do âmbito individual das famílias atingidas. Segundo a defesa da entidade, a ação pretende reparar o prejuízo imposto ao sistema de aviação civil do país, acionando judicialmente a companhia aérea, executivos e agentes cuja omissão concorrido para o colapso das barreiras de segurança do voo 2283.
Os relatórios da Polícia Federal apontaram um quadro de falhas de manutenção, omissão de registros formais e inoperância de sistemas de degelo. Esses achados, somados aos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), sustentam a tese de que o acidente resultou de negligências sistêmicas. O advogado Luciano Katarinhuk, assistente de acusação no caso, declarou que as famílias não querem que apenas os pilotos sejam responsabilizados, mas sim toda a cadeia operacional.
A presidente da Associação, Fátima Albuquerque, afirmou que a mobilização coletiva se tornou um caminho para transformar o luto em um compromisso público contra a repetição de falhas operacionais. Ela declarou que o propósito maior é contribuir para a melhoria da aviação civil, visto que a tragédia era evitável.


