Com o aniversário de vinte anos da Lei Maria da Penha, o Brasil registra aumento nos casos de feminicídio. Segundo uma psicóloga, a alta nas estatísticas não indica fracasso da legislação, mas sim falhas na sua implementação, que requer investimento e capacitação profissional.
A especialista defende que o poder público deve criar centros de referência para dar assistência aos órfãos de feminicídio. Ela afirma que é dever do Estado garantir que essas crianças tenham o direito de voltar a ser crianças, pois o Estado falhou ao permitir o crime.
Para aprimorar a proteção, é necessário formação continuada para magistrados, promotores, delegados e outros profissionais da rede. A especialista argumenta que a cultura patriarcal continua influenciando as decisões institucionais, resultando em proteção incompleta para muitas mulheres e crianças.
Em sua pesquisa, ela propõe a criação do Centro de Referência aos Órfãos do Feminicídio (CROF) como política pública especializada. Além disso, a ativista aponta que a ascensão da cultura de ódio às mulheres é agravada pela educação de adolescentes por algoritmos que promovem uma masculinidade baseada no controle.


