A Polícia Federal investiga um possível esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a empresa de apostas Pixbet e um advogado. A operação, batizada de Arena, executou mandados em cinco estados, resultando no sequestro de R$ 1,1 bilhão.
A investigação apura o uso de contas no exterior por um grupo empresarial para ocultar valores oriundos de apostas. A Receita Federal apontou que recursos de apostadores foram usados pela Pixbet no processo de lavagem e evasão de divisas.
Para dificultar o rastreamento, o grupo teria empregado empresas nacionais e estrangeiras, além de instituições de pagamento e ativos digitais. Segundo a Receita, os valores retornaram à casa de apostas para a compra de bens de luxo e para o pagamento de R$ 35 milhões em outorgas de regularização.
O escritório de advocacia do profissional investigado afirmou, por meio de nota, que sua relação com a PixBet é estritamente profissional, defendendo que a atuação jurídica não se confunde com as atividades empresariais dos clientes.
A ação policial cumpriu dezessete mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Paraíba e Paraná. Também estão sob apuração possíveis omissões de rendimentos e o uso de estruturas empresariais para sonegar tributos.


