Um em seis adultos relatou sentir solidão frequentemente ou sempre, conforme estudo conduzido por professores do Imperial College London. A pesquisa, realizada em 2023 com 135.725 voluntários na Inglaterra, indicou que a pandemia de COVID-19 agravou esses sentimentos.
Os resultados do estudo, denominado INTERACT, apontaram que a solidão está ligada ao ambiente social e ao entorno das pessoas. A análise refletiu a teoria do “paradoxo urbano”, que sugere que moradores de grandes cidades, apesar de terem mais vantagens sociais e econômicas, frequentemente relatam menor satisfação com a vida em comparação com pessoas em áreas rurais.
A equipe de pesquisa descobriu um efeito duradouro da pandemia. Quarenta e quatro por cento dos respondentes disseram que a crise sanitária aumentou seus sentimentos de solidão, enquanto quarenta e oito vírgula dois por cento relataram maior isolamento.
O pesquisador sênior do estudo, Dr. Azeem Majeed, do National Health Service, afirmou que, como clínico geral, ele observa como a solidão afeta a saúde física e mental dos pacientes, contribuindo para ansiedade e depressão. Ele sugeriu que fortalecer laços comunitários pode prevenir o quadro.
Austen El-Osta, pesquisadora de saúde pública e líder do INTERACT, declarou que a solidão deve ser vista como um problema de saúde pública e comunitário, e não apenas uma experiência privada. O grupo também ressaltou limitações da pesquisa, como a super-representação de indivíduos altamente educados.


