Instituições privadas na China cobram até 26.800 yuans, cerca de R$ 20.805, para manter adultos em programas de correção comportamental por seis meses. As famílias contratam os locais, e relatos indicam que as pessoas são isoladas contra sua vontade.
O modelo de negócios cresceu após centros com métodos disciplinares rígidos enfrentarem críticas públicas. Parte do setor alterou sua nomenclatura, passando a se apresentar como centros de educação familiar ou programas de intervenção comportamental. Contudo, o serviço inclui adultos cujas escolhas pessoais divergem das expectativas dos pais.
Motivos para a intervenção podem ser relacionamentos amorosos, uso excessivo de jogos eletrônicos, desemprego ou horários de sono irregulares, segundo relatos. Um caso envolveu uma estudante de música de 21 anos, de Pequim. Ela foi levada à força para uma instituição na província de Henan após seus familiares a levarem ao local.
O estabelecimento cobrava 26.800 yuans por seis meses e 36.800 yuans por um ano, cobrindo moradia e alimentação. Uma investigação de um veículo chinês também documentou homens adultos sendo colocados em locais semelhantes para ajustar hábitos de sono.
A legislação chinesa criminaliza a restrição ilegal da liberdade pessoal, podendo os responsáveis enfrentar pena de até três anos de prisão. Contudo, há registros de que contratos de “gestão de estilo militar” não são considerados defesa válida para restringir a liberdade.


