Pesquisadores do King’s College London identificaram alterações no sono em 72% das pessoas com transtorno de ansiedade generalizada. Nesses casos, a mente permanece em estado de alerta enquanto o corpo tenta descansar, revisando problemas e antecipando cenários.
A relação entre ansiedade e sono é mútua. A ansiedade dificulta o sono, mas dormir mal também intensifica os sintomas no dia seguinte. Durante o dia, a atenção se divide entre diversas atividades; ao silenciar, o espaço mental permite que preocupações pequenas ganhem tamanho.
Para auxiliar no sono, um estudo da Baylor University demonstrou que escrever tarefas futuras antes de deitar ajuda a adormecer mais rápido. O objetivo não é resolver problemas, mas tirar o pensamento ativo da cabeça, permitindo que o cérebro desacelere.
Hábitos como tomar café tarde ou acender luzes fortes podem sinalizar ao cérebro que o dia não terminou. Para quem acorda durante a noite, uma estratégia é a respiração em contagem regressiva, inspirando por oito segundos e expirando até o número um, repetindo com contagens decrescentes.

