O estado do Rio de Janeiro registra 35.406 pessoas em situação de rua, segundo o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). Este número coloca o estado na segunda posição nacional. A situação reflete a pobreza extrema e a dificuldade de acesso a moradia e trabalho.
Em maio de 2026, o CadÚnico contabilizava 388.855 pessoas em situação de rua no Brasil. São Paulo liderava o ranking nacional com 159.290 registros. O Rio de Janeiro ocupa a segunda colocação, seguido por Minas Gerais, que tinha 34.849 registros.
A Lei 9.302/21 estabelece a Política Estadual para a População em Situação de Rua. A norma define o grupo como aquele marcado pela extrema pobreza, fragilização ou rompimento de laços familiares e ausência de moradia regular. A legislação assegura acesso às políticas de saúde, educação, assistência social e moradia.
Entre os municípios do Rio de Janeiro, a capital lidera o ranking com 22.352 inscritos no CadÚnico. Outros municípios listados incluem Duque de Caxias, com 977 pessoas, e Nova Iguaçu, com 727.
Leonardo Motta, escritor, relatou ter vivido nas ruas por um ano e três meses após enfrentar dependência química de duas décadas. Ele hoje reside na Ilha de Paquetá e possui três livros publicados, defendendo que a aceitação de ajuda é fundamental para a superação.


