A administração Trump impôs sanções a dois altos funcionários do Tribunal Penal Internacional (TPI), escalando a campanha para desmantelar o órgão. Os sanções atingem a presidente Tomoko Akane, do Japão, e o advogado sênior, Abdoulaye Seye, do Senegal.
O Secretário de Estado Marco Rubio classificou o TPI como “corrupto e fatalmente politizado”. Segundo Rubio, os indivíduos sancionados participaram de esforços do Tribunal para investigar, prender ou processar autoridades cujos governos não consentiram com a jurisdição do TPI.
As sanções bloqueiam ativos de Akane e Seye em jurisdições americanas e restringem transações com o sistema financeiro dos Estados Unidos. Rubio declarou que a campanha governamental visa acabar com a ameaça do TPI à soberania nacional.
O TPI respondeu que as sanções “minam o Estado de direito” e constituem um “ataque flagrante à independência de uma instituição judicial imparcial”. O Tribunal afirma poder exercer jurisdição sobre nacionais de estados não membros quando crimes graves ocorrem em território de estado que aceitou a jurisdição.


