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Leitura: STJ mantém empresas de conglomerado em ação por Lei Anticorrupção
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Política

STJ mantém empresas de conglomerado em ação por Lei Anticorrupção

Carla Fernandes
Última atualização: 20 de agosto de 2026 03:30
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve duas empresas, pertencentes ao mesmo grupo econômico, como rés em ação baseada na Lei Anticorrupção. A decisão, tomada pela 1ª Turma nesta terça-feira (18/8), reforça a responsabilidade solidária entre as companhias.

A maioria do colegiado decidiu que a Justiça deve avaliar a responsabilidade específica de cada empresa no caso. Não seria possível excluir companhias do processo sem a análise de provas. O litígio envolve a Alya Construtora e a Carioca Christiani Nielsen Engenharia.

As empresas argumentavam por uma leitura restritiva da Lei Anticorrupção, defendendo que a solidariedade não se estende além das firmas diretamente ligadas. Alegavam também que a responsabilidade solidária só ocorreria após alterações societárias feitas após 2013.

A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a Rodovias Integradas do Paraná SA (Viapar) por irregularidades em contrato de concessão. Em primeira instância, as companhias foram excluídas, mas o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) reverteu essa exclusão.

Ministro Paulo Sérgio Domingues, relator, defendeu a manutenção das empresas no processo. Segundo ele, a ação alcança o grupo social do qual a empresa original provinha, e os responsáveis serão definidos na sentença de mérito. Ele afirmou que a sujeição a fiscalização judicial integra o risco empresarial.

TAGGED:conglomeradodireitolei-anticorrupcaoresponsabilidade-solidariaSTJviapar
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