O jornalista Luís Nassif classificou o período do impeachment e da Operação Lava Jato como um “estado de exceção” no Brasil. Ele afirmou que o clima de abusos promovido por agentes públicos na história recente foi pior que os períodos da ditadura militar.
Nassif apresentou o levantamento durante participação em programa de televisão. O analista disse que o país não vivenciou um período similar desde os meses que antecederam o golpe de mil novecentos e sessenta e quatro.
Para sustentar sua tese, ele citou vários casos de arbitrariedade. Entre eles, destacou a morte de reitor de universidade federal após denúncia de contratação sem licitação. Também mencionou a postura do TRF4, que teria se rebelado contra o Supremo Tribunal Federal.
O jornalista relatou ações policiais que considerou infundadas. Ele citou a condução coercitiva de quarenta funcionários do BNDES, incluindo mulheres grávidas, sob filmagem. Outros exemplos incluíram a invasão da UFMG pela Polícia Federal de Belo Horizonte e a busca e apreensão na residência do filho do ex-presidente Lula.
No âmbito social, Nassif relembrou a infiltração de um agente em protestos estudantis contra o impeachment. Ele também mencionou a ameaça de prisão a um cientista por debater o uso medicinal da cannabis e manobras do sistema de Justiça, como o caso Favretto.

