A tendência ‘fibermaxxing’, popularizada em redes sociais, incentiva o aumento da ingestão de fibras na dieta. A ciência confirma benefícios como controle glicêmico e intestinal, mas nutricionistas alertam que o consumo exagerado pode gerar desconfortos.
O consumo de fibras auxilia o funcionamento intestinal e contribui para o controle do colesterol e da glicemia. Contudo, especialistas advertem que o benefício depende do equilíbrio. O nutrólogo Celso Cukier, do Einstein Hospital Israelita, disse que a falta de hidratação com o consumo excessivo pode provocar gases, dores e obstipação.
Quando a água é insuficiente, as fezes endurecem, causando constipação. Há indícios de que exagerar nas fibras também pode interferir na absorção de sais minerais, como cálcio e ferro, segundo Renata Juliana da Silva, nutricionista e vice-presidente da Associação Paulista de Nutrição (APAN).
As recomendações gerais apontam que adultos devem consumir entre 25 e 30 gramas diárias, enquanto a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2017–2018) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que o brasileiro consome, em média, 15 gramas. Para atingir essa meta, a inclusão de grãos integrais, frutas e leguminosas é sugerida.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define fibras como polímeros de carboidratos complexos presentes em vegetais. Um estudo recente aponta que essas moléculas têm ações específicas, auxiliando no equilíbrio da microbiota e na produção de ácidos graxos de cadeia curta, que fortalecem a barreira intestinal.


