A transformação digital do Sistema Único de Saúde (SUS) avançou com a consolidação da Política Nacional de Informação e Saúde Digital. A ex-secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, apresentou as diretrizes que visam a articulação interfederativa e a gestão de dados de saúde no país.
A política, aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde, estabelece bases para a saúde digital nacional. Destaque é o aplicativo Meu SUS Digital, um sistema que permite ao cidadão ter propriedade sobre seu histórico clínico. Com essa infraestrutura, os dados seguem o usuário em seu celular, possibilitando atendimento em qualquer local sem repetição de exames.
A plataforma SUS Digital Profissional garante que os médicos acessem esse histórico unificado durante o atendimento, o que melhora a segurança e a qualidade do diagnóstico. A telessaúde também foi citada como ferramenta para reduzir esperas e deslocamentos em áreas com carência de serviços. Testes de telecirurgias robóticas ocorrem em grandes centros, como Hospital do Amor em Barretos, USP e UNIFESP.
Outro foco estratégico é a soberania digital. O plano, feito com o Serpro, visa migrar a infraestrutura operacional do SUS para o controle nacional, dado o volume de cerca de 2,8 bilhões de atendimentos anuais. Haddad explicou que a transição exige planejamento minucioso, pois sistemas de saúde não podem ficar inoperantes.
O reconhecimento internacional do avanço brasileiro foi notado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que convidou o país a ser um centro colaborador na área de saúde digital.


