Famílias de baixa renda que recebem o Bolsa Família ou possuem integrantes atendidos pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) podem ter as parcelas do financiamento do Minha Casa, Minha Vida zeradas em 2026. A medida beneficia beneficiários da Faixa 1 do programa habitacional com renda bruta mensal de até R$ 3.200 na área urbana.
Nessa modalidade, o governo assume integralmente ou em grande parte o custo do imóvel. A isenção das prestações pode ser mantida mesmo se a família deixar de receber o Bolsa Família ou o BPC após a assinatura do contrato, seguindo as normas estabelecidas para o benefício este ano.
O Ministério das Cidades informou que o cadastramento para as unidades subsidiadas da Faixa 1 deve ser feito por meio do ente local, geralmente a prefeitura, ou por entidades organizadoras sem fins lucrativos. Por esse motivo, prazos e procedimentos de seleção variam entre as cidades.
Para participar, o interessado deve manter o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado. A medida é necessária para que os dados utilizados na seleção correspondam à situação atual da família, especialmente para quem já recebe auxílios sociais.
O programa também contempla outras categorias de renda em 2026, chegando a atender famílias com rendimentos de até R$ 13 mil. Na modalidade Classe Média, é possível a aquisição de imóveis novos, usados ou na planta, conforme os critérios da linha de financiamento.
A ausência de recebimento do Bolsa Família ou do BPC não impede a participação no Minha Casa, Minha Vida, mas exclui a família da modalidade de isenção total das parcelas, sujeitando-a a outras condições de subsídio e pagamento.

