Parlamentares da oposição anunciaram, nesta terça-feira (1º), um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa ocorre após a divulgação de mensagens identificadas pela Polícia Federal (PF) entre o magistrado e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que indicariam interferência do ministro em contratos.
De acordo com as conversas, Moraes teria lido e alterado o contrato firmado entre o banco e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci. Com a nova representação, o ministro soma 67 petições para seu afastamento no Senado, superando amplamente os demais integrantes da Corte. Gilmar Mendes possui 25 pedidos e Dias Toffoli, 19, segundo apuração na base legislativa da Casa.
A oposição pretende ainda protocolar uma queixa-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) e solicitar ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de investigação interna. O grupo também enviará ofício à Presidência da República pedindo o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
A notícia-crime é assinada pelo presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, pelos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB), e pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). O documento alega que as mensagens indicam pedidos de Vorcaro para que o ministro atuasse junto a autoridades públicas, incluindo o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Dos pedidos de impeachment registrados no Senado, 32 permanecem em tramitação, enquanto 34 foram encerrados. Todas as representações contra Moraes protocoladas entre 2019 e 2022 já foram arquivadas. Até o momento, nenhuma das petições resultou na abertura de processo de impeachment contra o magistrado.


