Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça sentaram-se lado a lado nesta quarta-feira (2), no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), sem mencionar a crise provocada por mensagens de Daniel Vorcaro. A sessão ocorreu sob a condução do presidente da corte, Luiz Edson Fachin, que evitou abrir espaço para debates sobre o episódio.
O encontro ocorreu após a divulgação de diálogos entre o ex-banqueiro e Moraes, por determinação do relator do caso do Banco Master. O material em poder da Polícia Federal (PF) também registra pedidos para acionar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Gonet também estava presente na corte.
Na abertura dos trabalhos, Moraes e Mendonça não conversaram. A proximidade dos dois na bancada decorre da organização do plenário, que segue a data de entrada dos magistrados; Moraes assumiu em 2017 e Mendonça em 2021. O decano Gilmar Mendes deixou o prédio pouco após o início da sessão sem se manifestar.
Luiz Edson Fachin optou por iniciar a pauta com um processo do zero, priorizando a sustentação oral de advogados. Essa dinâmica impede que os ministros falem antes da etapa de votação. O presidente chamou o último item da pauta, de baixo potencial de polêmica, para evitar discussões imediatas sobre as mensagens.
Nos bastidores, Fachin afirmou a interlocutores que já havia transmitido sua posição por meio de uma nota divulgada pela manhã. No texto, o presidente do Judiciário declarou que tomará medidas cabíveis e necessárias nos próximos dias.
O colegiado dedicou a sessão a ouvir as defesas de um recurso sobre o pagamento do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) por empresas de compra, venda ou locação de imóveis que transferem bens para incorporação ao capital social.


