Milhares de migrantes que vivem em acampamentos nas praias de Ceuta evitaram circular pela cidade nesta quarta-feira (2) para fugir de possíveis confrontos. O grupo permaneceu isolado enquanto a cidade autônoma espanhola registrava a maior manifestação popular de sua história, com mobilizações simultâneas em prefeituras de todo o país.
Adolescentes e adultos que dormem em praias da região esperaram o fim dos protestos para recuperar a liberdade de movimento. O grupo permaneceu concentrado no calçadão que circunda as praias de El Trampolín e Benítez, onde milhares de imigrantes estão instalados há um mês.
A decisão de não sair foi tomada após a notícia de que a mobilização em Ceuta seria multitudinária. Segundo relatos de quem estava no local, houve a compreensão sobre a indignação dos moradores da cidade, mas prevaleceu o receio de que incidentes pudessem ocorrer.
A movimentação nas praias foi descrita como incomum, com menos barulho e vozes do que o habitual. O grupo aguardou o pôr do sol e a dispersão dos manifestantes para que pudessem voltar a transitar pelas ruas.
Enquanto a população local ocupava as vias públicas e as sedes administrativas, os migrantes mantiveram-se afastados por algumas quadras, limitando-se a observar a situação da orla.


