O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) investiga se R$ 5 milhões provenientes do jogo do bicho foram utilizados para obter a autorização da Loteria Estadual do Rio de Janeiro (Loterj) para a empresa Rio Jogos. A suspeita envolve a ocultação da origem dos recursos usados no pagamento da outorga, ocorrido em 6 de maio de 2024.
Agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ cumpriram sete mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (2) em endereços ligados aos envolvidos. A operação resultou na apreensão de dinheiro, computadores, celulares e documentos. Oito pessoas foram denunciadas por suspeita de ocultar a origem de R$ 5,196 milhões.
A Rio Jogos é operada pela Lema Administração e Participações, que efetuou o pagamento à Loterj para atuar com três marcas de apostas no estado. A denúncia aponta que a JRF Eagle Participações e a Invectry Participações foram usadas para movimentar os recursos da contravenção. Investigadores rastrearam uma transferência de R$ 500 mil da Invectry para João Eric Lourenço da Silva.
Vinicius Pereira Drumond e Flávio da Silva Santos são apontados como os articuladores da criação da empresa. Drumond é filho do contraventor Luizinho Drumond. Santos, presidente da Mocidade Independente de Padre Miguel, cumpre prisão domiciliar e é indicado como ligado ao contraventor Rogério de Andrade.
Ambos haviam aparecido em desdobramentos da Operação Calígula, em 2022, onde materiais apreendidos indicavam o interesse da dupla no registro da Rio Jogos junto à Loterj. Outra parte do valor do credenciamento teria sido encaminhada pela Apoio Consultoria Financeira Ltda.
O MPRJ solicitou a prisão preventiva de Vinicius e Flávio em julho, mas a Justiça ainda não decidiu sobre os pedidos. A investigação segue para detalhar a origem dos valores e a participação de cada denunciado na movimentação financeira.


