O deputado Carlos Jordy, candidato ao Senado Federal pelo Partido Liberal (PL) no Rio de Janeiro, afirmou que não é aliado do ex-governador Cláudio Castro e defendeu a responsabilização de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por eventuais abusos de autoridade e envolvimento em escândalos de corrupção.
Jordy disse que sempre criticou Castro e Rodrigo Bacellar, ex-candidato ao governo, quando ambos detinham o poder no estado. O deputado negou associação ao crime organizado, citando a fala do candidato a governador Eduardo Paes, do PSD, e afirmou que a filiação de Castro ao PL não prejudica os demais candidatos da legenda.
Sobre a disputa interna na direita, Jordy apontou Carlos Portinho e Marcelo Crivella como rivais. Ele atribuiu a força do PL ao apoio de Flávio Bolsonaro e do presidente Jair Bolsonaro, afirmando que o partido atrai votos por gravidade. O deputado disse ter bom trânsito no Congresso, embora mantenha convicções firmes.
Questionado sobre a Operação Lesa Pátria, da Polícia Federal, que apurou a organização dos atos de 8 de janeiro, Jordy classificou a ação como uma injustiça e covardia. Ele informou que teve arma, computador, celular e passaporte diplomático apreendidos, o que o impede de viajar com a família.
O candidato também comentou a Operação Galho Fraco, de 2025, que investigou desvios de cota parlamentar em aluguel de carros, alegando que a PF realizou uma pesca probatória sem encontrar irregularidades. Jordy defendeu a necessidade de o Senado investigar ministros do STF para acabar com a blindagem da Corte.
Em relação ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Jordy criticou a defesa feita por ele ao ministro Alexandre de Moraes. O deputado afirmou que Alcolumbre deve ser investigado por ter indicado o presidente do fundo de previdência do Amapá, que teria colocado R$ 400 milhões no Banco Master, via Daniel Vorcaro.


