O grupo Hamas pediu, nesta sexta-feira (4), que países árabes e muçulmanos se oponham a declarações de ministros israelenses que defendem a transferência da população de Gaza para o exterior. O porta-voz do movimento, Hazem Qassem, classificou as falas como planos extremamente perigosos em comunicado oficial.
Na quinta-feira (3), o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, apresentou proposta para que cerca de dois milhões de habitantes abandonem o território nos próximos sete anos. Ben Gvir afirmou que a emigração deve ser fomentada e prometeu auxílio financeiro aos países que receberem os palestinos.
No dia anterior, o ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que não existe solução real para Gaza sem a migração da população para fora do território. As manifestações ocorrem durante a campanha eleitoral em Israel, fase marcada pelo aumento de discursos hostis contra os palestinos.
O governo israelense não anunciou medidas concretas para realizar o traslado dos habitantes. Segundo o direito internacional, o deslocamento forçado de população civil é considerado crime de guerra.
A maioria dos moradores de Gaza já foi deslocada internamente devido ao conflito iniciado após os ataques de 7 de outubro de 2023, que mataram mais de 1.200 pessoas em Israel. Desde então, as ações do exército israelense em Gaza causaram a morte de mais de 73 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, com dados validados pelas Nações Unidas.


