A manutenção da musculatura dos glúteos é fundamental para preservar a mobilidade e a autonomia com o avanço da idade, segundo Paulo Santiago, professor da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) da Universidade de São Paulo (USP). Os músculos atuam na produção de força e estabilização da pelve.
Os glúteos são compostos por três músculos: máximo, médio e mínimo. O glúteo máximo, o maior do grupo, é central para a geração de força em movimentos cotidianos, como caminhar, sentar e levantar. No entanto, Santiago afirma que essas tarefas dependem da atuação conjunta de outros grupos, incluindo as panturrilhas, os quadríceps e os músculos do tronco.
O professor explica que o volume muscular não é sinônimo de capacidade funcional. A força depende da técnica, da posição articular e da capacidade do sistema nervoso de recrutar fibras musculares. Por isso, a eficiência do corpo em realizar tarefas diárias é mais relevante do que a aparência estética do músculo.
A caminhada é apontada como uma atividade simples que mobiliza a musculatura dos membros inferiores e oferece benefícios metabólicos e cardiovasculares. A exigência muscular aumenta em trajetos de subida, descida ou com a elevação da velocidade, sendo recomendada especialmente para idosos.
A redução de atividades físicas após a aposentadoria pode acelerar a perda de massa e força muscular. Apesar disso, o especialista informa que não há uma idade limite para a resposta do organismo ao treinamento. Pessoas próximas aos 90 anos podem apresentar ganhos de força ao iniciar atividades adequadas.
Para indivíduos acamados ou com limitações severas, movimentos simples orientados por profissionais de saúde já são considerados exercícios. Santiago afirma que é importante evitar o estado de inércia, pois o retorno ao nível normal de atividade física torna-se mais difícil após a interrupção dos estímulos.


