O funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) tornou-se um dos temas centrais da campanha presidencial de 2026. Os candidatos apresentam propostas que variam desde a preservação do modelo atual até alterações na composição, no tempo de permanência dos magistrados e na forma de escolha dos integrantes da Corte.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defende a autonomia das instituições e o aperfeiçoamento do sistema de Justiça via diálogo entre os Poderes. O plano do petista não prevê redução do número de ministros nem mudanças estruturais no tribunal.
Flávio Bolsonaro (PL) propõe mudanças na composição e na atuação do Supremo para limitar o que classifica como excesso de poder. O senador afirmou que pretende indicar cinco ministros caso seja eleito.
Augusto Cury (Avante) sugere a redução da Corte para nove ministros, com mandatos fixos de oito anos e indicações feitas pelas classes jurídicas. O candidato também defende a adoção do semipresidencialismo no país.
Romeu Zema (Novo) defende a criação de mecanismos para limitar a atuação dos ministros e reduzir a concentração de poder. Durante manifestações em São Paulo neste feriado de 7 de Setembro, Zema questionou a atuação da Corte e citou a crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Ronaldo Caiado (PSD) classificou algumas decisões do STF como inaceitáveis para a população e defende o indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.
Renan Santos (Missão) defende o impeachment de ministros e afirma que decisões judiciais ilegais não devem ser cumpridas. Em ato realizado em São Paulo neste sábado (7), pediu a saída de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além da continuidade de investigações sobre o Banco Master.


