Análise aponta que escola no Irã foi atingida durante ataque dos EUA a base militar

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Uma análise realizada pelo jornal norte-americano The New York Times sugere que uma escola para meninas no Irã foi atingida durante um ataque dos Estados Unidos a uma base militar iraniana. O incidente, que deixou 153 mortos e 95 feridos, a maioria crianças, é considerado o mais mortal envolvendo civis desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã.

O ataque ocorreu na escola feminina de Minab, localizada no sul do Irã, que fica a cerca de 20 km da costa e tem saída para o mar no Estreito de Ormuz. O NYT afirmou ter reunido evidências de que a escola foi atingida ao mesmo tempo que uma base naval da Guarda Revolucionária iraniana, que era o alvo do ataque.

Segundo informações, o Exército dos EUA havia divulgado um comunicado pouco antes do ataque, informando sobre operações na região. A análise de textos e vídeos do ataque publicados nas redes sociais corroborou que a escola estava cheia no momento do bombardeio, pois o sábado é o início da semana de trabalho no Irã.

Imagens de satélite confirmaram a linha do tempo do incidente. A investigação interna dos militares dos EUA, revelada pela agência de notícias Reuters, também aponta para a provável responsabilidade americana pelo ataque à escola.

Funcionários americanos indicaram que a investigação ainda não foi concluída e não foram divulgados detalhes sobre as provas que contribuíram para essa avaliação preliminar. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, reconheceu que os militares estão investigando o incidente.

O embaixador do Irã na ONU, Ali Bahreini, afirmou que o ataque resultou na morte de 150 estudantes, embora a Reuters não tenha conseguido confirmar esse número de forma independente. O Pentágono se absteve de comentar, enquanto a Casa Branca afirmou que o regime iraniano tem como alvo civis e crianças.

O escritório de direitos humanos da ONU pediu uma investigação sobre o ataque, destacando que atacar deliberadamente uma escola ou qualquer estrutura civil poderia constituir um crime de guerra. Caso a participação dos EUA seja confirmada, o ataque será um dos piores casos de vítimas civis em décadas de conflitos no Oriente Médio.

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