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Leitura: CNJ aplicou 39 aposentadorias compulsórias desde 2020
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Justiça

CNJ aplicou 39 aposentadorias compulsórias desde 2020

Amanda Rocha
Última atualização: 16 de março de 2026 19:59
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aplicou ao menos 39 aposentadorias compulsórias desde 2020. Durante esse período, já estava em vigor a mudança na legislação que, segundo o ministro Flávio Dino, eliminou a possibilidade de aplicar tal sanção a magistrados.

Em decisão divulgada nesta segunda-feira, Dino afirmou que a reforma da Previdência de 2019 retirou a aposentadoria compulsória (com vencimentos proporcionais) da lista de penalidades a juízes condenados administrativamente. Ele argumentou:

““Se há uma hipótese constitucionalmente prevista, a exclusão de tal hipótese por vontade do legislador constituinte derivado reformador não pode ser desconsiderada.””

Apesar da mudança, o CNJ continuou a aplicar a medida, seja em julgamentos próprios ou mantendo penas já determinadas por outros tribunais. Entre os magistrados mais conhecidos que foram aposentados compulsoriamente nos últimos anos estão Marcelo Bretas, ex-titular da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, e Ludmila Lins Grilo, que criticou o STF e incentivou o desrespeito ao uso de máscara durante a pandemia de Covid-19.

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O desembargador Siro Darlan, do Rio de Janeiro, também recebeu a pena máxima por suspeita de concessão indevida de liminar em plantão noturno. Outro magistrado punido foi o desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira, de São Paulo, que desacatou guardas municipais que fiscalizaram o uso de máscara na pandemia.

O levantamento sobre as aposentadorias compulsórias foi realizado a partir de dados do CNJ. Desde 2006, quando a aposentadoria compulsória passou a ser prevista, um total de 126 magistrados foram punidos.

TAGGED:Conselho Nacional de JustiçaConselho Nacional de Justiça (CNJ)Eduardo Almeida Prado Rocha de SiqueiraFlávio DinoJustiçaLudmila Lins GriloMarcelo BretasRio de JaneiroSão PauloSiro Darlan
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