Operação prende 9 pessoas, incluindo 4 policiais civis por venda de proteção a criminosos

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Federal resultou na prisão de nove pessoas nesta quinta-feira (5). Entre os detidos, estão quatro policiais civis suspeitos de vender proteção a criminosos.

A investigação revelou que a rede de proteção funcionava em algumas das delegacias mais importantes de São Paulo. Mensagens de celular obtidas pela Polícia Federal entre 2022 e 2023 mostraram indícios de que os policiais extorquiam dinheiro das vítimas, utilizando relatórios do Coaf para justificar suas ações.

Um áudio obtido na investigação traz um advogado conversando com um doleiro, mencionando que com R$ 100 mil seria possível encerrar uma investigação:

“”Eu acho que cinquentinha de um lado, cinquentinha de outro, a gente consegue matar isso daí, entendeu? Porque esse delegado aí eu conheço muito ele, tá? E ele deve muito pra mim”.”

O delegado citado na conversa é João Eduardo da Silva, titular do 35º Distrito Policial, na Zona Sul de São Paulo. Além dele, outros três policiais civis foram presos.

Os promotores afirmam que os policiais exigiam quantias milionárias para arquivar inquéritos, em vez de apurar os crimes. A Polícia Civil de São Paulo declarou que

“”determinou apurações administrativas em todas as unidades onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão””

e que

“”não compactua com desvios de conduta e adotará todas as medidas legais e disciplinares cabíveis””

.

Além dos policiais, um advogado e quatro operadores financeiros também foram detidos, incluindo a contadora Meire Poza. A Justiça também determinou a prisão do doleiro Leonardo Meirelles, que está foragido. Ele e Meire foram investigados na Operação Lava Jato e agora são suspeitos de ajudar os policiais a lavar dinheiro.

As defesas de Meire Poza, Leonardo Meirelles e João Eduardo da Silva não foram localizadas.

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