A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas em transição de um ano, sem redução salarial. O presidente da Casa, Hugo Motta, impediu a votação de destaques que alterariam a proposta por meio de manobra regimental com apoio do governo e do Centrão.
A proposta de emenda à Constituição (PEC) prevê a redução da escala de trabalho de 6×1 para 5×2, com cinco dias trabalhados e dois de folga, e a diminuição da jornada semanal para 40 horas em um prazo de transição de um ano. O texto mantém os salários atuais.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), utilizou uma manobra regimental para impedir que destaques apresentados pelo PL, que buscavam eliminar a transição e reduzir ainda mais a escala para 4×3, fossem votados no plenário. A manobra consistiu em votar uma emenda aglutinativa com conteúdo semelhante ao parecer original do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresentada pelo líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).
Governistas afirmaram que a tentativa do PL tinha caráter eleitoreiro, enquanto parlamentares do partido admitiram que a medida visava constranger o governo. Na comissão especial, o governo também evitou a votação nominal do destaque do PL para impedir sua aprovação, solicitando o registro de votos durante a votação do texto-base.


