O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal cumprem 55 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (28) em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A ação é a segunda fase da Operação Carbono Oculto, que apura lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e sonegação fiscal envolvendo fintechs e o grupo conhecido como ‘máfia do nafta’.
A investigação aponta que a organização criminosa continuou atuando mesmo após a primeira fase da Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025. Os alvos, entre empresários e operadores logísticos, usaram fintechs para movimentar recursos e ocultar patrimônio, com movimentações suspeitas de quase R$ 4 bilhões.
Além disso, a operação mira a ‘máfia do nafta’, que usava solventes petroquímicos importados para adulterar combustíveis e sonegar mais de R$ 200 milhões em tributos. O Ministério Público denunciou oito suspeitos por adulteração, falsidade ideológica e organização criminosa, mas a Justiça negou o pedido de prisão.
Os líderes do esquema estão foragidos desde agosto de 2025. A operação conta com a participação do Gaeco, Receita Federal, polícias Civil e Militar, Secretaria da Fazenda Estadual e Procuradoria-Geral do Estado.


