A Justiça Federal concedeu liberdade provisória a dois homens presos por transportar ilegalmente 44 lhamas no Acre. Os animais foram apreendidos na BR-364, sem documentação sanitária e autorização de importação, na noite de 20 de maio.
Os suspeitos tiveram a prisão em flagrante homologada, mas o pedido de prisão preventiva foi negado pelo juiz Thiago Milhomem de Souza Batista. Ele considerou que não havia risco à instrução criminal e destacou os bons antecedentes dos homens, que possuem vínculos com o Acre e não cometeram violência ou grave ameaça.
Como medidas cautelares, os dois devem comparecer a todos os atos do inquérito policial e informar eventual mudança de endereço. As 44 lhamas permanecem sob responsabilidade provisória da ONG Patinha Carente.
Em decisão posterior, o juiz Ed Lyra Leal determinou que a prioridade é libertar as lhamas em seu habitat natural. Caso isso não seja possível, elas devem ser entregues a zoológicos ou entidades habilitadas. A Polícia Militar deve garantir o bem-estar dos animais até a entrega definitiva.
O Ministério Público Federal e a ONG têm cinco dias para se manifestar sobre a devolução das lhamas ao Peru, país de origem, ou a entidades brasileiras interessadas. O juiz também abriu possibilidade de audiência para definir o destino final dos animais.


