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Justiça

MP-SP troca promotor e retoma pedido de condenação de Monark

Carla Fernandes
Última atualização: 22 de maio de 2026 07:11
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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O Ministério Público de São Paulo substituiu o promotor que pediu arquivamento da ação contra o influenciador Monark e retomou o pedido de condenação por danos morais no valor de R$ 4 milhões. A mudança ocorreu em abril de 2026 na 2ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital, responsável pelo caso.

Em fevereiro de 2022, Monark defendeu a legalização de um partido nazista no Brasil durante o Flow Podcast, o que motivou a ação civil pública do MP-SP em março de 2024. Inicialmente, o promotor Marcelo Otavio Camargo Ramos apresentou parecer favorável ao influenciador, classificando as declarações como defesa da liberdade de expressão e não apologia ao nazismo.

Em abril, após mudanças administrativas internas e promoção do promotor anterior, o caso foi assumido pelo promotor Ricardo Manuel Castro, que pediu que a Justiça desconsiderasse o parecer anterior e retomasse o pedido de condenação de Monark ao pagamento de R$ 4 milhões. Castro argumentou que a defesa da criação do partido nazista legitima a perseguição e o extermínio de minorias.

A defesa de Monark questiona a troca de promotores, alegando possível desvio de finalidade e violação de princípios processuais, e apresentou reclamação disciplinar ao Conselho Superior do Ministério Público. Um parecer jurídico anexado ao processo reforça essa tese.

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Além da disputa judicial, Monark enfrentou bloqueios em plataformas digitais. Em 1º de maio de 2026, o YouTube removeu o canal criado para seu retorno, sob alegação de violação das diretrizes da comunidade, segundo a defesa.

TAGGED:acao-civil-publicaDireitos HumanosJustiçaLiberdade de Expressãoministerio-publico-spMonarknazismopromotores
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